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  • Helson Duarte

Transformação Digital e a TIC 4.0

Muito se tem falado, nos últimos três a quatro anos, sobre a Quarta Revolução Industrial - ou, como preferem os norte-americanos, Transformação Digital. Tecnologias disruptivas, como Internet das Coisas, Aprendizado de Máquina, Big Data, Analytics, Cloud Computing, Visão Computacional e Computação Cognitiva trazem novas perspectivas às as organizações, independente do segmento de mercado.

A conexão de equipamentos e bens à internet – e entre si – possibilita o monitoramento e o controle de eventos de negócio em níveis de granularidade nunca antes possíveis. Não obstante a acessibilidade a dados de posicionamento, temperatura, altitude, movimentação, humidade, entre outros, em tempo quase real e frequências de coleta que podem chegar a centenas por minuto, essas novas tecnologias habilitam, em escala, iniciativas até há pouco tempo restritas a casos especiais ou, até mesmo, inviáveis. A conexão das “coisas” às nuvens computacionais permite o processamento rápido de grandes volumes de dados, a tomada de decisão por algoritmos especialistas e ações corretivas ou preventivas, com efeitos quase imediatos, virtualmente sobre qualquer componente ou sistema, esteja ele onde estiver.

Essa nova fronteira tecnológica requer novos modelos de gestão das cadeias de valor. Se o ERP foi um dos principais atores da Terceira Revolução Industrial, por integrar as cadeias produtivas aos processos estratégicos, as tecnologias habilitadoras da Quarta Revolução Industrial estão estendendo as fronteiras da gestão pela aproximação dos domínios virtuais aos físicos.

A Transformação Digital está em curso e, uma vez mais, a indústria da TIC é desafiada a prover novos meios, sem deixar para trás os legados de software e infraestrutura. Startups se proliferam. Os grandes players não mais concentram as tecnologias condizentes com anseios das organizações. Os sistemas se tornaram plataformas que integram códigos fontes, APIs, telecomunicações, nuvens computacionais e hardware distribuído. One stop shop cede lugar ao “one stop integration”. Integrar é a palavra de ordem da TIC 4.0.



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